Existem médicos e médicos
O médico Ricardo Freitas, que há 10 anos atua na área como infectologia, foi quem levantou a desconfiança, que acabou se confirmando, de que Maria Gonçalves não seria infectada pela Aids. Ele está trabalhando em Brusque há pouco mais de um ano e atende pacientes do programa DST/AIDS.
Procurado pelo jornalismo da Rádio Cidade, ele relatou que a primeira desconfiança surgiu por causa peso da paciente, já que Maria Gonçalves estava pesando quase 100 kg e, na situação em que supostamente se encontrava, deveria estar abaixo do peso.
Outra dúvida surgiu porque os exames de carga bacteriana nunca apontavam nada. Então, após realizar uma série de testes, o médico confirmou que Maria Gonçalves nunca teve a doença.
“Precisei me preparar para dar a noticia. E, confesso, controlei a emoção ao dar a noticia para Maria e esposo Sérgio”, disse o médico, que afirmou nunca ter visto um caso igual. No entanto, ele relata que outros casos iguais podem acontecer. Mas, o interesse do profissional pode mudar uma história de vida.
Com relação às possíveis causas do erro de diagnóstico, Ricardo preferiu não comentar. “Não estava aqui na época. Fica difícil dizer o que pode ter acontecido”.



